Hal Drops: IA em escala

08 de maio de 2026

Programa global

A Looma, plataforma brasileira de infraestrutura para negócios digitais, foi selecionada para o Xiaomi MiMo Orbit, programa global da Xiaomi voltado ao acesso a modelos de inteligência artificial para empresas e desenvolvedores.

Segundo a startup, o programa prevê a distribuição de créditos dentro de um subsídio que pode chegar a 100 trilhões de tokens. A estimativa da empresa é de que o uso da infraestrutura represente uma economia de cerca de R$ 500 mil ao longo do próximo ano.

Atendimento automatizado

Ferramentas de inteligência artificial começam a assumir etapas importantes do primeiro atendimento em pequenas empresas brasileiras. Soluções automatizadas já são utilizadas em canais como WhatsApp, chats e redes sociais para responder dúvidas, organizar solicitações e acelerar o contato com consumidores.

Segundo Rafael Somera, CEO da Solutudo, a velocidade de resposta passou a influenciar diretamente a decisão de compra. A empresa afirma que negócios que conseguem responder rapidamente tendem a ampliar conversão e reduzir perda de clientes no ambiente digital.

Supercomputador em SP

O Governo de São Paulo estuda a criação de um supercomputador de alta performance voltado ao desenvolvimento de inteligência artificial e processamento de dados estratégicos. O projeto, conduzido pela Secretaria de Parcerias em Investimentos, prevê aplicações em saúde, clima e indústria.

A proposta considera a região de Campinas como referência e deve atender governo, universidades e empresas em um modelo que combina participação pública e privada.

Pressão por produtividade

A busca por eficiência operacional deve acelerar o uso de inteligência artificial nas empresas brasileiras em 2026. Segundo Ravell Nava, fundador da BRL Educação, fatores como juros elevados, menos dias úteis e aumento de custos operacionais estão levando companhias a buscar mais produtividade com apoio da tecnologia.

O executivo afirma que ferramentas de IA avançam sobre áreas como análise de dados, marketing, vendas e atendimento ao cliente.

Crescer com menos pessoas

A inteligência artificial também começa a alterar a estrutura operacional de pequenas e médias empresas. Para Pettrus Vaz, especialista em IA aplicada a negócios, companhias conseguem crescer mantendo equipes mais enxutas ao automatizar processos comerciais, atendimento e organização operacional.

Segundo ele, o uso estratégico da tecnologia reduz custos fixos e aumenta capacidade de execução logo nos primeiros meses de operação.

IA climática no agro

A startup baiana i4sea começou a levar sua tecnologia de inteligência climática hiperlocal para o agronegócio. A solução já é utilizada em operações portuárias como Santos, Açu e Rotterdam e agora passa a apoiar decisões no campo diante do avanço das emergências climáticas.

Fundada em Salvador, a empresa utiliza dados meteorológicos, radares e sensores para criar previsões mais específicas e auxiliar operações expostas a secas, enchentes e mudanças bruscas no clima.

Manutenção sem sensores

A 2Neuron participa da FEIMEC 2026 apresentando o Ultronline, solução brasileira de manutenção preditiva sem sensores baseada em inteligência artificial. A tecnologia monitora equipamentos industriais e identifica falhas mecânicas e elétricas a partir da análise de sinais elétricos.

Segundo Gabriel Coimbra, CEO da startup, a proposta é ampliar eficiência operacional e reduzir paradas não planejadas. Empresas como Sabesp, ArcelorMittal e Dexco já utilizam a tecnologia.

Aporte para lawtech

A Enter, startup paulista de inteligência artificial aplicada ao setor jurídico, levantou US$ 100 milhões em rodada liderada pela Founders Fund, gestora criada por Peter Thiel, cofundador do PayPal.

A lawtech utiliza IA para auxiliar grandes empresas em processos trabalhistas e consumeristas e já atende marcas como Nubank, Vivo, SulAmérica, C6 Bank e Light. Segundo a empresa, os recursos serão utilizados para expansão da operação na América Latina.

Educação e Amazônia

A Bett Brasil 2026 reuniu debates sobre inteligência artificial, crise climática e saúde emocional no ambiente educacional. Um dos destaques do evento foi o lançamento das Cartilhas de Educação para Emergências Climáticas, iniciativa construída com os nove estados da Amazônia Legal em parceria com UNICEF, Instituto Unibanco, Saber Educação e Vozes da Educação.

O evento também marcou o anúncio de uma parceria entre o Consórcio Amazônia Legal e a UWC Brasil para implantação de uma escola internacional na região amazônica.

HAL DROPS é uma coluna da Motriz Brasil dedicada a negócios, tecnologia, inteligência artificial e transformação digital.

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