Um estudo da InterCement Brasil testou a incorporação de 4% de catalisador exaurido do refino de petróleo em cimento pozolânico. Em determinadas formulações, os ensaios indicaram desempenho igual ou superior ao material de referência, segundo trabalho apresentado em 3 de setembro na Escola Politécnica da USP.
A pesquisa comparou características químicas e físicas, reações de hidratação e desempenho mecânico do concreto. O catalisador, usado para acelerar a quebra de moléculas na produção de combustíveis, costuma ser destinado a aterros industriais depois de perder sua função no refino.
A substituição parcial pode reduzir o uso de clínquer, componente associado à maior parcela das emissões de gás carbônico na fabricação do cimento. O material divulgado, porém, não quantifica a redução potencial de emissões nem informa volume disponível, custo ou cronograma para adoção comercial.
Denis Silva, gerente de Controle de Qualidade da InterCement Brasil e um dos autores, afirma que o estudo também avaliou a estabilidade da dosagem. O uso de silos independentes ajudou a controlar a incorporação do resíduo, mas a companhia ainda terá de demonstrar regularidade, segurança e viabilidade econômica em escala industrial.
