Fundos de private equity estão ampliando o interesse por serviços jurídicos no exterior, segundo o relatório Global M&A Trends in Industrials and Services: 2026 Outlook, da PwC. A consultoria identifica a advocacia como uma nova vertical de crescimento em serviços profissionais, apoiada por especialização, padronização de processos e tecnologia.
O movimento está mais avançado no Reino Unido e em partes da Europa. Uma pesquisa da MHA com a Law Society ouviu dirigentes de mais de 60 escritórios de médio porte da Inglaterra e do País de Gales: quase 70% disseram ter mantido contato, em um ano, com fundos ou organizações financiadas por eles, e quase um quarto avaliava uma abertura de capital.
Apenas 3% planejavam participar de uma fusão nos 12 meses seguintes, enquanto 17% pretendiam fazer aquisições. Entre os escritórios procurados por investidores, quatro em cada dez se mostraram abertos a uma operação financiada por private equity.
No Brasil, regras profissionais sobre organização societária e exercício da advocacia impedem uma transposição automática desses modelos. Para Rodrigo Baraldi, CEO do Baraldi Advogados e especialista em fusões e aquisições, o debate interessa ao mercado brasileiro porque tecnologia, gestão e escala também pressionam um setor pulverizado, mesmo que uma corrida local de fundos ainda seja prematura.
