Metade dos passageiros já utilizou identificação biométrica em alguma etapa da jornada aeroportuária, ante 46% em 2024, segundo a Global Passenger Survey 2025, da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata). Entre os usuários da tecnologia, 85% disseram estar satisfeitos com a experiência.
O levantamento ouviu mais de 10 mil pessoas em mais de 200 países, com amostra ajustada ao tráfego global por região. Também mostrou que 78% gostariam de concentrar carteira digital, passaporte digital e cartões de fidelidade no celular para reservar, pagar e passar pelos processos do aeroporto.
A bagagem aparece como outro ponto sensível: 88% afirmaram que teriam mais confiança na viagem se pudessem acompanhar a mala em tempo real. O dado reforça a demanda por visibilidade em conexões, despacho e retirada, etapas nas quais atrasos ou extravios afetam tanto passageiros de lazer quanto viagens corporativas.
A adesão à biometria, porém, depende de proteção de dados. A Iata registrou que 74% aceitariam compartilhar informações biométricas para evitar a apresentação repetida de documentos; entre os que hoje recusam, 42% reconsiderariam se a privacidade fosse assegurada. Para companhias e aeroportos, o avanço digital exige informar finalidade, uso e alternativas ao passageiro.
