A entrada em vigor do ECA Digital deve pressionar plataformas de ensino online no Brasil a rever sua operação, com exigências maiores de controle de acesso, verificação de idade e supervisão de menores. De olho nesse movimento, a Looma, empresa de infraestrutura para negócios digitais, projeta expansão de até 300% em 2026.
A companhia atua há cerca de 15 anos na infraestrutura de vendas, pagamentos e gestão de infoprodutos e já processou mais de R$ 700 milhões em operações digitais. Na leitura da empresa, a nova legislação tende a expor fragilidades em modelos baseados em mecanismos pouco robustos de validação e acompanhamento de usuários.
“Não é mais uma discussão só de termo de uso. A exigência passa a ser operacional: saber quem entra, como entra e em que condição”, diz Guilherme Reiss, diretor de marketing da Looma.
A avaliação é que a pressão regulatória deve acelerar a demanda por soluções que combinem controle de acesso, rastreabilidade e governança sobre a experiência do aluno, especialmente em plataformas que operam com cursos livres e infoprodutos.
A Looma também incorporou agentes de inteligência artificial à operação. Treinada com o conteúdo dos próprios cursos, a ferramenta responde às dúvidas dos alunos com base exclusiva nesse material e indica a fonte utilizada. Na visão da empresa, em ambientes mais regulados, a IA tende a funcionar menos como resposta aberta e mais como suporte controlado dentro da plataforma.