A Receita Federal emitiu em 31 de julho o primeiro CNPJ alfanumérico do país e iniciou a adoção gradual do novo padrão para novas inscrições. Os registros existentes permanecem válidos, mas empresas precisam conferir se cadastros, ERPs, sistemas fiscais e integrações reconhecem letras e números no identificador.
O CNPJ continua com 14 posições. As 12 primeiras passam a aceitar caracteres alfanuméricos, enquanto as duas últimas permanecem numéricas e funcionam como dígitos verificadores. A Receita orienta a revisão de cadastros de clientes e fornecedores, emissão e recepção de documentos fiscais, softwares contábeis, faturamento, bancos de dados e regras de validação.
A incompatibilidade pode surgir apenas quando uma operação recebe o primeiro cadastro no novo formato. No varejo, isso pode interromper a entrada de fornecedores, a emissão de notas, o fluxo de mercadorias e integrações com estoque, ponto de venda, logística ou marketplaces.
Para Chrystian Scanferla, head de Negócio da Irrah Tech, não basta liberar letras no campo do CNPJ. Sistemas precisam validar a nova estrutura em toda a jornada. A recomendação é mapear onde o identificador é usado e testar o formato de ponta a ponta antes que uma falha apareça na operação.
