O Brasil encerrou junho com 83,7 milhões de consumidores inadimplentes, o maior número da série do Mapa da Inadimplência da Serasa após 18 meses consecutivos de alta. As dívidas somavam R$ 579,5 bilhões, e o valor médio devido por pessoa chegou a R$ 6.920,63.
O quadro convive com uma lacuna entre a percepção e a prática do planejamento. Pesquisa encomendada pela Planejar ao Datafolha, com 2 mil adultos das classes A, B e C em todas as regiões, mostrou que 59% se consideravam financeiramente planejados, mas 43% não tinham reserva de emergência e 46% estavam insatisfeitos com a própria condição financeira.
Para Ricardo Hiraki, CEO e cofundador da Plano Fintech, controlar despesas mensais não substitui a definição de objetivos. Metas como formar reserva, comprar um imóvel ou preparar a aposentadoria precisam ter valor, prazo e participação prevista no orçamento familiar.
A orientação é separar recursos para os objetivos antes que todo o saldo seja absorvido por gastos imediatos e revisar o plano diante de mudanças de renda, desemprego ou despesas inesperadas. O endividamento elevado reforça a necessidade de priorizar a regularização de atrasos e a formação gradual de uma reserva acessível.
