O Plano Brasil Soberano III terá orçamento de R$ 22,6 bilhões para apoiar empresas brasileiras expostas a choques no comércio exterior. A participação do BNDES subiu de R$ 5 bilhões, inicialmente previstos, para R$ 9,1 bilhões.
A nova etapa alcança companhias de setores considerados estratégicos para a balança comercial e negócios afetados por tarifas impostas pelos Estados Unidos, conflitos internacionais e outras medidas protecionistas.
Segundo o BNDES, as empresas poderão protocolar os pedidos em 15 dias. O desenho inclui uma linha específica para minerais críticos, segmento ligado à transição energética, à indústria de baterias e a cadeias tecnológicas.
O anúncio amplia a atuação do banco no financiamento de empresas atingidas por mudanças nas condições de acesso a mercados externos. O volume de R$ 22,6 bilhões representa o orçamento disponível do plano, não desembolsos já realizados.
A efetividade da medida dependerá das condições financeiras, dos critérios de elegibilidade e da velocidade de análise das solicitações. O comunicado encaminhado à Motriz não detalha taxas, prazos de pagamento, garantias ou divisão completa dos recursos entre as linhas. Esses pontos devem ser conferidos na regulamentação e nos canais oficiais antes de uma empresa preparar o pedido.
