Os acidentes de trabalho na construção civil cresceram 16,9% entre 2022 e 2024, de 43.452 para 50.789 registros, segundo o Anuário Estatístico da Previdência Social — acompanhando uma alta nacional de 27,4% no período. Por atividade, o crescimento foi desigual: instalações hidráulicas, sanitárias e de gás tiveram avanço de quase 69%; instalações elétricas, 45%; alvenaria, 37%; e pintura de edifícios, 33%. A construção de edifícios residenciais e comerciais cresceu bem menos, cerca de 8%.
Para Cauê Maineti, diretor da UMP, fabricante de equipamentos de proteção — e, portanto, parte interessada no tema — os números refletem a diversidade de riscos dentro de um mesmo canteiro: “quem trabalha com instalações elétricas tem necessidades distintas de quem atua com pintura, alvenaria ou outras etapas da construção. Uma estratégia eficiente de prevenção começa justamente pelo reconhecimento desses riscos.” A série oficial usada no levantamento registra acidentes comunicados e ocorrências sem CAT identificadas por benefícios acidentários, mas não isola, por si só, se o aumento decorre de piora das condições, expansão do emprego ou maior formalização dos registros.
